sexta-feira, 20 de julho de 2012

Geladeira & ímã


O nome é amor e o sobrenome é complicação. Talvez seja porque, uma hora ou outra, aparecem em toda relação dois incômodos indivíduos: o que ama demais e o que ama de menos. E nunca está tão claro assim quem é quem.
Sabe, é como a gente olhar, com olhos puros e inocentes de criança, a relação geladeira e ímã: nunca sabemos quem atrai quem, quem tá colando em quem, quem tá amando e quem tá recebendo o amor. E aí a gente acaba criando todo um mistério e um mundo mágico por trás da situação. Criamos milhões de hipóteses e cansamos de tanto pensar nelas.
Até quem um dia a gente cresce e amadurece e vê que, poxa, é lógico que o ímã tá dando todo o amor que ele tem e a geladeira fica lá, toda paradona, só recebendo, vegetando. Decepção, mas uma decepção que é precisa pra se aprender.  Aprender a encontrar o equilíbrio e aprender que quando esses dois indivíduos aparecem alguma coisa tá errada.

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