De repente um furacão, brianstorm de emoções. De repente uma notícia que eu teimava em não querer receber. Em não querer acreditar. Ah, que bobo. A verdade é que a vida é assim, essa grande estação, aonde uns chegam e alguns ficam enquanto não acham seu rumo, enquanto o seu trem não chega. E outros partem. Partem porque chegou a sua hora, e eles sabem quando sentem o cheiro da fumaça que vem do trem que ainda desponta longe, lá das longínquas colinas encobertas pelas nuvens negras e pesadas que teimam em derramar lágrimas pelo iminente partir. Clareia a minha vida, amor?
E a vida torna-se um eterno chover. Pingos ao chão até o momento em que o pé do novo aventureiro toca o trem, que o leva para longe, para o seu novo destino. Tantas idas, tantas vindas, partidas e chegadas, lágrimas e alegrias. E o conforto é saber que é de Deus tudo aquilo que não se pode ver. O trem pode ter chegado, a pessoa querida partido, mas o maquinista sabe o que faz. Mas o coração, que teima em bater, sente, sofre, pulsa angustiado. Deixa o amanhã e a gente sorri, porque o coração já quer descansar.
Pois é, não deu. Por enquanto, espero.
Nenhum comentário:
Postar um comentário